Até onde temos que nos cuidar?

11 02 2008

Sempre achei e acho interessante como as pessoas tratam de forma tão diferente alguns assuntos como roubo, trapaça, etc. Algumas eu considero e são consideradas pela população em geral como neuróticas, afinal de contas, há quem seja desconfiado de tudo, verifica as coisas sempre duas vezes e deixa de fazer uma porção de coisas com medo de sair prejudicado por alguém mal intencionado.

Por outro lado existem aqueles que nunca estão preocupados com este tipo de coisa e por questões desconhecidas alguns destes são mais roubados, passados para trás e prejudicados que os preocupados e, em outros casos, alguns destes não. Tudo na vida tem que ser equilibrado e este tipo de coisa pode tornar algumas pessoas até impossíveis de se conviver pela necessidade exagerada de se prevenir de situações ou completamente desleixadas com suas próprias coisas. O que aconteceu comigo recentemente me fez pensar nisso.

Tenho um carro simples e já estava com vontade e planejando trocá-lo, como qualquer carro com mais de cinco anos de uso o meu começava a apresentar pequenos problemas uma vez ou outra. Eu sabia que algumas borrachas para amortecer o impacto do tampão do porta-malas tinham se perdido e ao percebi que ao passar por alguns buracos meu carro estava fazendo um barulho. Logo imaginei que era o tampão e não dei muita atenção ao caso, poderia ver isso outra hora (já não estava também interessado nos novos problemas já que iria trocar de carro). Continuei pensando da mesma forma por algumas semanas. Um dia vi que a parte que cobre o piso do porta-malas estava um pouco desajeitado. Quando fui ajeitar resolvi dar um erguida, apenas para olhar. Foi aí que tive a minha surpresa, o parafuso com a borboleta que serve para segurar o step não estava lá. No primeiro segundo pensei: “ah, agora sei o que estava fazendo o barulho, o step estava solto”. No segundo seguinte veio aquele frio na barriga e raiva, afinal de contas, como teria saído aquela peça dali?

Tirei o step do compartimento e os meus pensamentos se confirmaram. Um outro pneu, de outra marca, todo gasto (até com a malha de ferro aparecendo em algumas partes) em uma roda suja foi trocado pelo meu step zerinho. Na hora acho que quase todos os palavrões que eu conheço me vieram a cabeça. Imaginei onde poderiam ter feito a troca e não lembrei de um lugar em específico, mas tive quase certeza que foi em algum estacionamento dos quais eu deixo o carro a noite quando vou a algum barzinho. Além de ter ficado com raiva fiquei pensando que tipo de sociedade temos, que situações que precisamos enfrentar no Brasil, etc, etc, etc. No final das contas pensei sobre o tópico deste post, qual seria o ponto de equilíbrio entre o neurótico e o desleixado? Será que eu errei ao não verificar sempre o meu step toda vez que deixei o carro em um estacionamento? Ou talvez devesse verificá-lo uma vez por semana? Talvez eu não devesse fazer nada disso e aceitar que simplesmente fui azarado e não deveria mudar meu comportamento. Não sei qual é a resposta para uma situação desta. Acho que esses momento servem pra gente refletir, o que uma pessoa sensata faria?

Como acredito que esta foi uma exceção acho que não vou mudar muita coisa do que faço, talvez dar uma olhadinha de vez em quando no step. De qualquer forma além da reflexão sobre o assunto fica também o alerta sobre este tipo de roubo.

Malandro e vagabundo é o que não falta no planeta!


Ações

Informações

Uma resposta

12 02 2008
Léo

O que não falta mesmo é malandro no Brasil.
Já roubaram o registro de água e relógio de energia do escritório do meu pai.
Certo dia fui na casa da minha avó e tinham roubado a caixa do interfone e o tampão de metal que cobre o registro de água da sanepar. Aquele interfone estava lá desde que eu me conheço por gente. Será que é possível acreditar em algo assim?

Deixe um comentário